A Bitwise apresentou uma atualização de sua solicitação à SEC para lançar um ETF baseado em Avalanche. A modificação propõe que o fundo possa realizar staking com parte de suas reservas em AVAX, o que o tornaria o primeiro produto regulado nos Estados Unidos a oferecer exposição a um ativo cripto junto com rendimentos derivados da validação em uma rede blockchain.

O ETF operaria sob o ticker BAVA e teria uma taxa anual de 0,34%, uma das mais baixas entre os fundos propostos vinculados ao Avalanche. A atualização estabelece que o fundo poderá destinar até 70% de suas reservas em AVAX ao staking, mantendo o restante como liquidez.
A Bitwise também incluiu um incentivo temporário: os primeiros USD 500 milhões sob gestão estarão isentos da taxa administrativa durante o primeiro mês. Com isso, o ETF combinaria a exposição ao preço de AVAX com possíveis rendimentos gerados pela validação de transações na rede.
O Avalanche opera sob um sistema de proof-of-stake, no qual os nós que bloqueiam seus tokens participam da validação de transações. A Bitwise propõe levar esse processo para um ambiente regulado, onde o fundo gerencia o staking de forma centralizada, sem que cada investidor precise operar seu próprio nó.

As recompensas geradas seriam distribuídas entre os acionistas, descontando previamente um 12% destinado à cobertura de custos operacionais. A custódia dos ativos ficaria a cargo da Coinbase Custody Trust Company, uma entidade regulada amplamente utilizada em produtos financeiros baseados em criptoativos.
A corrida para lançar um ETF de AVAX inclui propostas de emissores como VanEck e Grayscale. Esses fundos apresentam taxas entre 0,40% e 0,50% e não incorporam funções de staking, o que os limita a replicar apenas o preço do ativo.
Ao permitir rendimentos adicionais, o BAVA introduz um diferencial dentro do mercado de produtos cripto regulados.
A atualização apresentada à SEC inclui esclarecimentos sobre riscos técnicos, vulnerabilidades operacionais, incidentes em centros de custódia e cenários emergentes, como avanços em computação quântica. O documento também detalha reservas de liquidez, mecanismos de validação e processos internos de gestão de risco.

Além disso, orientações recentes do IRS esclareceram o tratamento fiscal das recompensas de staking, permitindo que produtos como o BAVA operem sem penalidades tributárias inesperadas. Ainda assim, todo o esquema depende da aprovação final da SEC.
Se aprovado, o BAVA ofereceria acesso simplificado ao ecossistema Avalanche, permitindo que investidores tradicionais obtenham exposição ao AVAX e, ao mesmo tempo, recebam recompensas derivadas do staking sem precisar operar infraestrutura técnica.
A combinação de taxas baixas e funções adicionais pode influenciar o desenvolvimento de futuros produtos financeiros baseados em ativos digitais. Sua aprovação poderia estabelecer um precedente para futuros fundos baseados em redes proof-of-stake dentro do mercado financeiro tradicional.
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