O cenário dos jogos survival ganhou mais um concorrente ambicioso. DreamWorld, novo MMO lançado em acesso antecipado na Steam, chega com uma proposta ousada: combinar exploração, crafting e um mundo massivo com uma mecânica incomum — a capacidade de criar objetos utilizando inteligência artificial dentro do próprio jogo.
À primeira vista, DreamWorld segue a estrutura clássica do gênero. O jogador coleta recursos como madeira, pedra e minérios, constrói ferramentas, desenvolve sua base, planta alimentos e explora o mapa em busca de progresso. No entanto, não demora muito para perceber que o jogo tenta ir além do básico.
Um dos principais diferenciais está na escala. O jogo utiliza um sistema de mundo procedural que promete suportar até 10 mil jogadores simultaneamente. Caso essa proposta se sustente ao longo do desenvolvimento, a experiência pode se aproximar de um verdadeiro sandbox massivo, com encontros frequentes entre jogadores, disputas por recursos e eventos emergentes.
Essa dimensão também é contextualizada pela narrativa. Segundo a introdução, o mundo foi criado por uma entidade que deu origem a toda a vida, incluindo os humanos. Com o passar do tempo, a humanidade foi atingida por uma ameaça conhecida como “Pesadelo”, responsável por devastar o mundo.
Como resposta, os sobreviventes ergueram sua cidade nos céus — e é justamente nesse ambiente que o jogador inicia sua jornada.
O tutorial acontece em uma gigantesca ilha flutuante. Durante as primeiras horas, o jogador segue um caminho mais guiado, aprendendo as mecânicas básicas de sobrevivência, coleta e construção.
A criação de personagem é simples, oferecendo opções básicas de personalização como tipo de corpo, cabelo e cores de armadura, o suficiente para dar alguma identidade ao jogador sem aprofundar demais o sistema.
A progressão inicial segue o padrão conhecido: construir ferramentas como machado e picareta, coletar recursos e completar tarefas básicas. A interface é intuitiva, com alternância entre modos de combate e construção, facilitando a adaptação.
Como esperado de um jogo em acesso antecipado, algumas mecânicas ainda apresentam inconsistências. O sistema de construção, por exemplo, permite posicionar estruturas em locais pouco realistas, como no meio do ar. Apesar disso, essas falhas acabam contribuindo para momentos curiosos e até estratégicos durante a exploração.
Outro ponto interessante está no sistema de evolução, que lembra jogos como Valheim. Em vez de uma progressão tradicional por níveis fixos, o jogador evolui de acordo com suas ações. Correr aumenta a agilidade, enquanto o combate com armas específicas melhora as habilidades correspondentes. Esse tipo de sistema incentiva um estilo de jogo mais orgânico e adaptado às escolhas do jogador.
O principal diferencial de DreamWorld aparece após a conclusão do tutorial. Ao avançar na progressão inicial, o jogador desbloqueia a chamada Forja dos Sonhos.
A mecânica utiliza IA generativa para permitir a criação de objetos dentro do jogo. A partir de descrições, é possível gerar itens decorativos, estruturas e até elementos interativos.
Na prática, isso abre espaço para um nível de personalização raro no gênero. Jogadores podem criar itens únicos, desenvolver bases com identidade própria e explorar possibilidades criativas praticamente ilimitadas. Em testes iniciais, já foi possível criar desde armas temáticas até elementos decorativos personalizados, indicando o potencial dessa ferramenta dentro de um ambiente multiplayer.
Além da inovação, DreamWorld mantém elementos tradicionais do gênero. O sistema de stamina limita ações como correr, atacar e esquivar, enquanto a variedade de equipamentos inclui armas, armaduras e até habilidades mágicas, ainda que algumas dessas mecânicas exijam progressão mais avançada para serem exploradas.
O jogo também incentiva a interação entre jogadores. Durante a exploração, é comum encontrar outros usuários, estruturas construídas por terceiros e até participar de combates contra chefes em grupo.
Esses encontros reforçam a proposta de um mundo compartilhado e dinâmico, onde a experiência pode variar bastante dependendo da presença de outros jogadores.
Um dos momentos mais marcantes da experiência acontece ao final do tutorial. O jogador é levado até a borda da cidade flutuante e recebe uma tarefa simples: pular.
A queda revela, aos poucos, a escala do mundo abaixo. Esse momento funciona como uma introdução visual à ambição do jogo, destacando o tamanho do mapa e a quantidade de possibilidades de exploração.
Após essa transição, o jogador passa a construir no mundo principal, onde estruturas permanecem ativas por até 60 dias sem acesso, enquanto as construções do tutorial possuem duração limitada.
Mesmo em acesso antecipado, DreamWorld demonstra uma proposta clara: ser um MMO survival de grande escala com forte foco em criatividade.
A presença de sistemas ainda em desenvolvimento é evidente, mas também faz parte do processo esperado nesse estágio. Por outro lado, a inclusão de ferramentas como a Forja dos Sonhos mostra uma tentativa de inovar dentro de um gênero já bastante consolidado.
Se os desenvolvedores conseguirem expandir e estabilizar as mecânicas apresentadas, o jogo tem potencial para se destacar como uma experiência sandbox diferenciada no cenário de MMOs.
Se quiser acompanhar mais conteúdos como esse, análises e novidades do mundo dos games, além de encontrar jogadores para testar o DreamWorld em grupo, entre no Discord da comunidade: discord.gg/olaggbr
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