Se tem algo que tira o sono das gigantes do mundo dos games, é como manter suas comunidades seguras enquanto elas crescem sem parar. Durante a gamescom latam, Zhen Fang, vice-presidente internacional da Roblox, abriu o jogo sobre o futuro da plataforma e, claro, soltou alguns comentários que inevitavelmente trazem a disputa "Roblox vs Fortnite" para a roda.
Conforme esses dois gigantes se consolidam como os reis do conteúdo gerado por usuários, a balança parece pender não só para quem tem o motor gráfico mais insano, mas para quem oferece o ambiente mais seguro. A Roblox tem um plano bem agressivo para dominar a próxima década, focado pesado na proteção dos mais novos e em dar um empurrão financeiro absurdo para seus criadores de conteúdo.
Uma das novidades mais impactantes foi a confirmação das novas configurações de conta por idade e controles parentais. A executiva deixou claro que a segurança não é um detalhe, é a fundação de tudo o que eles criam hoje. Essas novas configurações padrão vão ser desenhadas na medida para menores de 9 e menores de 16 anos, ajustando automaticamente o tipo de conteúdo que essa galera pode acessar no mundo todo.

Mas a real é que a maior dor de cabeça sempre foram os pais que não fazem ideia de como a plataforma funciona. Para resolver isso, eles estão bolando um sistema de resumos direto ao ponto, para que os adultos saibam exatamente o que a molecada tá aprontando. Além disso, aqui no Brasil, o jogo já entrou na linha com as regras do novo ECA Digital, cortando brechas legais para menores de 18 anos.
Quando questionada sobre a rivalidade pesada com nomes como Fortnite, Fang foi direta: a galera do Roblox prefere olhar para o próprio umbigo do que ficar secando a concorrência. Enquanto o Fortnite impulsiona seu Unreal Editor (UEFN) com pagamentos massivos aos criadores, a maior carta na manga da Roblox ainda é a sua comunidade de criadores independentes, que estão ganhando ferramentas cada vez mais intuitivas para criar jogos de peso.

Os números são absurdos. Só no último ano, a plataforma distribuiu cerca de 1,5 bilhão de dólares em incentivos para a galera que desenvolve no jogo. Os 1.000 criadores no topo do pódio tiraram, em média, 1,7 milhão de dólares cada. É a prova real de que equipes minúsculas, de duas ou três pessoas, podem ficar muito bem de vida sem precisar vender a alma para grandes estúdios do mercado.
A América Latina, com o Brasil puxando a fila, virou uma mina de ouro criativa. Fang destacou que, recentemente, a nossa região teve um salto massivo no número de usuários ativos. E não ache que é só a criançada que tá entrando: cada vez mais gente acima dos 21 anos acessa a plataforma atrás de experiências complexas, o que ajuda na meta insana da empresa de abocanhar 10% dos lucros do mercado global de games.
O futuro dos mundos virtuais e da segurança digital parece estar num caminho muito promissor. Enquanto a concorrência continua testando os limites do que é possível, nós, os jogadores e criadores, saímos ganhando. Seja você um dev veterano fazendo seus mapas ou alguém que só loga para resenhar com os amigos, as regras do jogo estão mudando para melhor.
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