A Capcom continua sua boa fase com Resident Evil Requiem, o mais novo título da franquia, que aposta em uma fórmula inteligente: dividir a experiência entre terror clássico e ação intensa, utilizando dois protagonistas com estilos bem distintos.
O resultado é um jogo que consegue agradar tanto fãs do survival horror quanto quem prefere combates mais dinâmicos, mantendo a identidade da série enquanto experimenta novas abordagens.
A narrativa acompanha dois personagens: Grace, uma nova integrante da franquia, e Leon S. Kennedy, um dos rostos mais conhecidos de Resident Evil.
Grace é uma analista do FBI que carrega traumas do passado, especialmente relacionados à morte de sua mãe. Ao ser enviada para investigar um assassinato no mesmo local onde esse evento ocorreu, ela se vê envolvida em uma trama maior, ligada a uma nova variação do vírus que transforma pessoas em zumbis — mas com um diferencial inquietante: os infectados ainda mantêm certo nível de consciência.
Paralelamente, Leon também investiga os mesmos acontecimentos, e a história alterna entre os dois personagens, criando um ritmo envolvente. O jogo apresenta boas reviravoltas e momentos marcantes, com destaque para o retorno a Raccoon City, que traz um forte apelo nostálgico.
Apesar de alguns pontos deixados em aberto e pequenas inconsistências, o enredo funciona bem no geral e mantém o jogador interessado do início ao fim.
O grande diferencial de Resident Evil Requiem está na sua gameplay dividida.
Com Grace, o jogo adota uma abordagem mais tradicional de survival horror. A visão em primeira pessoa, os recursos limitados e a pouca experiência da personagem em combate aumentam a sensação de vulnerabilidade. A progressão segue o modelo clássico da franquia, com exploração, puzzles e gerenciamento de itens.
O sistema de crafting também traz uma variação interessante, permitindo a coleta de materiais biológicos dos inimigos para criação de recursos, o que adiciona uma camada estratégica ao gameplay.
Já com Leon, o jogo muda completamente de tom. A ação ganha destaque, com combates mais intensos, maior variedade de armas e mecânicas como parry, que tornam o gameplay mais dinâmico. A experiência se aproxima bastante do que foi visto em Resident Evil 4, com momentos mais exagerados e cinematográficos.
Essa dualidade mantém o jogo sempre interessante, evitando repetição e oferecendo variedade ao longo da campanha.
Um ponto que pode dividir opiniões é o uso de fan service. Resident Evil Requiem traz diversas referências e momentos pensados para fãs antigos da franquia.
Em alguns casos, isso funciona muito bem, especialmente em trechos ligados à exploração e ambientação. No entanto, há situações em que essas referências parecem forçadas e acabam quebrando um pouco a imersão. Ainda assim, esses momentos não comprometem a experiência como um todo.
Utilizando a RE Engine, o jogo apresenta um alto nível técnico. Os gráficos são detalhados, com ótima iluminação e ambientes bem construídos, especialmente em áreas como Raccoon City.
A trilha sonora e os efeitos sonoros também contribuem significativamente para a imersão, reforçando tanto os momentos de tensão quanto os de ação.
Resident Evil Requiem entrega uma experiência completa, equilibrando terror, ação e narrativa de forma competente. Mesmo com pequenos excessos no uso de fan service, o jogo se destaca como um dos melhores títulos recentes da franquia.
Com alta rejogabilidade e uma campanha bem estruturada, é uma recomendação fácil tanto para fãs quanto para novos jogadores.
Nota: 9.5/10
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